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Os principais erros de quem decide apostar em um negócio digital.

.:: Os principais erros de quem decide apostar em um negócio digital. ::.
03/04/2017

Investir em um negócio digital é mais fácil em alguns aspectos – não é preciso estar no melhor ponto comercial da cidade e nem pagar aluguel, por exemplo. Além disso, os custos de manter uma operação 24h e sete dias por semana são muito menores nesse tipo de negócio, e o varejista ainda consegue atender consumidores em todo o país.

Enfim, são muitas as vantagens. Mas isso não significa que o empreendedor estará livre de tropeços e até de quedas.

De maneira prática e objetiva, para fugir de armadilhas, os três principais pontos de atenção devem ser: definir uma estratégia de segmentação (estudar minimamente o mercado antes de escolher com que produto atuar); definir quais serão os diferenciais do seu negócio frente à concorrência; e preparar-se para manter um bom controle de estoque.

Há vários outros aspectos que podem e devem ser considerados na hora de abrir um negócio, mas a experiência mostra que negligenciar esses três pontos é um erro bastante cometido por empreendedores na hora de investir online.

1. Segmentação

Já foi o tempo em que o comércio eletrônico se resumia à venda de CDs, livros e informática. Esses foram, de fato, os primeiros itens adquiridos por compradores online quando o e-commerce começou no Brasil – há mais de 20 anos.

Atualmente, é possível comprar praticamente tudo pela internet: produtos de casa e decoração, roupas, eletrodomésticos, colecionáveis, peças automotivas e mais uma infinidade de categorias de produtos. Isso é bom, pois amplia a oferta e as oportunidades de negócios, mas também exige que o empreendedor faça a escolha certa sobre em qual categoria atuar.

Pesquisar o mercado – concorrência e fornecedores – é essencial. Além disso, é aconselhável conciliar o objeto do negócio àquilo que o empreendedor tem afinidade. Por exemplo, escolher vender produtos de pet shop apenas porque este é segmento que está em alta, sem ter qualquer simpatia por animais, pode não ser um bom negócio.

O ideal é equilibrar as coisas: pesquise por segmentos de produtos que têm potencial de mercado e escolha, entre eles, aqueles que você mais conhece e/ou tem afinidade. Isso aumenta a chance de sucesso do negócio e, tão importante quanto: o torna mais prazeroso.

2. Diferenciação

Depois de encontrar o seu foco de atuação, estude maneiras de diferenciar o seu produto ou serviço das ofertas que já existem no mercado.

Não adianta negar: a concorrência sempre existiu, sempre existirá e no e-commerce ela é ainda mais acirrada. Mas isso não é um problema, pelo contrário! A concorrência, quando realizada de maneira saudável e dentro das regras do mercado, é positiva.

É possível diferenciar seu negócio de diversas maneiras. A mais conhecida é pelo preço, mas hoje o consumidor já valoriza outros aspectos, como variedade de oferta, atenção no atendimento, customização do produto, pós-venda eficiente e muitos outros. A proposta é exigente, mas é sim possível fazer diferente do que já existe no mercado.

3. Gestão

Por fim, mas não menos importante: gerenciar o estoque. É algo que pode parecer fácil e até banal, e você até pode perguntar-se se “não é só controlar as entradas e saídas?”. Mas esse é o “calcanhar de Aquiles” de muitos e-commerces, pois é um dos maiores geradores de custos para o negócio.

Estoque demais é dinheiro parado e exige gastos com manutenção logística; estoque de menos pode significar perda de vendas por falta de produtos à pronta entrega. O segredo está em equacionar esses dois extremos.

Para operações menores, o controle manual do estoque é possível, apesar de exigir muita atenção de todos os envolvidos para evitar erros. Já para uma loja virtual média, o investimento em um sistema de gestão tecnológico se faz necessário.

Um sistema ERP, por exemplo, permite controlar automaticamente as entradas, emissões de notas fiscais, separação de produto no estoque e despacho da mercadoria. Da fluidez dessa operação depende todo o resto: oferta do produto, entrega no prazo e o mais importante: a satisfação do cliente.

 

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